10 Coisas a Ter em Conta na Hora de Comprar Equipamento

10 Coisas a Ter em Conta na Hora de Comprar Equipamento

Seja para corrida ou caminhada, montanhismo ou escalada, viagens ou outros desportos, com certeza já vos aconteceu terem dúvidas na hora de comprar equipamento. Nesta ou naquela ocasião já todos passámos por isso.

É claro que não existem fórmulas mágicas, mas se tivermos em atenção alguns pontos-chave e fizermos as perguntas certas, temos a nossa vida muito mais facilitada. Neste artigo gostava de deixar algumas pistas para vos ajudar nas vossas decisões. Pois é, comprar equipamento para as atividades que praticamos não tem que ser uma dor de cabeça.

Optei por dividir o artigo em duas partes. Esta semana vamos falar dos primeiros cinco pontos e na próxima falamos dos restantes.

Antes mesmo de qualquer lista, o que devemos fazer é investir algum tempo em perceber bem as nossas necessidades. Idealmente devemos fazer uma avaliação objetiva de:

  • Qual é o nosso problema ou qual a dificuldade que temos?
  • Como gostávamos que ele fosse resolvido? Ou, depois do equipamento comprado, o que queremos que aconteça?

Imaginem-se durante a atividade, visualizem mesmo, e percebam como habitualmente se comportam e usam o material. Fazer este exercício nesta fase simplifica bastante o processo.

Depois de ter a real necessidade identificada, é hora de procurar no mercado quais os equipamentos com as melhores características para o nosso caso. O objectivo nesta segunda fase é avaliar o que melhor se adequa ao que precisamos. Para vos ajudar na decisão, pensem um pouco sobre os pontos que se seguem.

ADEQUAÇÂO

Perante algumas das hipóteses de compra que já tenham identificado, podem fazer algumas perguntas como: “Este equipamento tem as características que eu procuro? É prático para a utilização que eu lhe dou?”. Pensem em vocês e na vossa utilização específica. O que funciona para um amigo, pode não funcionar tão bem para vocês.

Por exemplo, se não gostarem de beber água por um tubinho de plástico, talvez seja melhor comprar uma mochila com suporte para garrafas - idealmente de fácil acesso.

Outro aspecto a ter em conta é o das funcionalidades que estão presentes mas que na prática não vamos usar. Como estão incluídas no preço final, por vezes é melhor optar por uma versão mais simples.

Se estiverem a pensar acampar em condições de primavera, não fará muito sentido comprar uma tenda de quatro estações. É de certeza mais cara e não justifica o investimento. Se fazem corridas de Trail de 20 quilómetros, para quê comprar uma mochila de 12 litros? Uma de 5 litros chega perfeitamente e talvez seja mais barata.

POLIVALÊNCIA

A menos que precisem de um equipamento muito específico, ou então tenham um determinado objectivo em vista, o ideal é comprarem o mais versátil possível. É bom que possa ser utilizado no maior número de ocasiões e de actividades que praticamos. Desta forma vão poupar dinheiro e espaço de arrumação em casa.

Se a tal mochila de 12 litros de que falei no ponto anterior, afinal até vos servir para a maioria das vossas caminhadas, se calhar vale a pena levar uns gramas a mais enquanto se corre, para não ter que comprar duas mochilas.

COMPOSIÇÃO

Devido à enorme variedade de oferta e ao grande número de fabricantes e de materiais, nem sempre é fácil perceber qual a melhor solução para o nosso caso. Só de membranas impermeáveis/respiráveis por exemplo, existem dezenas de variedades. Entre as de fabricantes específicos, como os conhecidos Gore-Tex ou eVent, e as proprietárias de marca, como o HyVent da The North Face ou o Climactive da Lafuma.

Fazer uma análise cuidada, ou pedir ajuda a quem nos possa esclarecer, acaba sempre por compensar a longo prazo. A Internet é um meio onde pesquisar sobre estes assuntos é muito fácil, nas onde também há muita informação contraditória. Façam perguntas às pessoas que vos atendem nas lojas, não tenham vergonha. Vão perceber facilmente quem vos quer mesmo ajudar e quem só vos quer vender. Depois disso, peçam ajuda aos primeiros.

HOMOLOGAÇÃO

Esta é talvez uma questão mais técnica, e que por vezes até pode ficar esquecida. É no entanto muito importante e pode ser uma boa referência para a escolha. Em equipamentos com materiais mais específicos, que obedeçam a normas de controlo de qualidade, é necessário verificar se passam nos controlos existentes e que normas de homologação respeitam.

Em Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como capacetes, arneses ou mosquetões, a questão da homologação é fundamental. Há fabricantes que cumprem os mínimos exigidos, e há aqueles que vão mais longe. Perceber certificações CE, UIAA, 3-Sigma, etc. pode não ser fácil à primeira vista. Mais uma vez, perguntem se tiverem dúvidas. Pode ser que um destes dias escreva sobre este assunto aqui no blog.

PESO E VOLUME

O peso dos equipamentos e o volume que ocupam são factores muito importantes, já que somos nós que os vamos transportar durante a actividade.

Peso desnecessário, ainda que reduzido, com o acumular dos quilómetros pode-se tornar muito penoso. Tenham também em atenção que o somatório de pequenos pesos acaba por se tornar num grande peso. O volume pode igualmente condicionar bastante. Por exemplo, um saco cama que, mesmo comprimido, ocupe muito espaço, pode obrigar a utilizar uma mochila maior.

Infelizmente peso e volume costumam ser inversamente proporcionais ao preço. Temos aqui um esforço adicional para tentar encontrar o equilíbrio.

E assim chegamos ao final da primeira parte deste artigo. A segunda também já está disponível em:

Tens algum comentário acerca dos pontos abordados? Queres arriscar quais os outros cinco de que vamos falar a seguir? Usa a zona de comentários abaixo e partilha as tuas opiniões.

Obrigado.

Sobre Era Uma Vez No Trilho

Manuel Veigas é o autor do Era Uma Vez No Trilho. Descobre mais em SOBRE e nas redes sociais.

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